Wolf Game: Wild Animal Wars
É o mais povoado do catálogo e o mais organizado: grupos grandes, posições visíveis à distância e uma estrutura de perícias que ocupa tanto tempo como o mapa. Quem gosta de gerir números vai encontrar aqui o jogo mais completo dos quatro; quem queria simplesmente correr numa floresta, não.
- Estúdio
- SPECIAL (HONG KONG) CO., LIMITED
- Nota no Google Play
- 4,6 / 5 no Google Play
- Secção
- Mundos online
- Companhia
- Grupos grandes, com posições atribuídas
- Ligação
- Obrigatória do menu ao mapa
- Sessão típica
- 15 a 25 minutos
Uma matilha que se gere tanto em menus como no mapa.
A quem serve esta ficha
Serve a quem gosta de gerir: atributos, perícias, posições dentro de um grupo grande e planos a duas semanas. Nesse registo não há nada melhor entre os quatro.
Não serve a quem procura uma floresta sossegada para percorrer ao fim do dia. O mapa existe e é competente, mas está ao serviço dos números.
Onde o jogo atrita
O atrito está quase todo na quantidade de painéis. Entre decidir uma coisa e vê-la acontecer no mapa há normalmente três ou quatro ecrãs, e nenhum deles é rápido a abrir.
A isso junta-se o peso visual da interface: em telemóveis pequenos sobra pouco espaço para o cenário e os toques acidentais são frequentes.
O que se faz numa sessão
Entrar, ver o estado do grupo, despachar o que está pendente nos painéis, percorrer uma zona com quem estiver ligado e voltar a arrumar os números. O ciclo é claro e cumpre-se em vinte minutos.
É previsível de propósito, e isso agrada a quem joga todos os dias à mesma hora. A quem entra de vez em quando, sabe a lista de tarefas.
Grupos grandes e posições à vista
Os grupos são maiores do que nos outros jogos e cada membro traz o nível e a posição escritos por cima. Isso resolve um problema real do género: percebe-se de longe com quem se está a lidar, sem abrir um único menu.
A coordenação faz-se por canais de conversa separados e há quase sempre alguém ligado, o que torna este o mundo menos dependente de horários combinados.
Mapa, painéis e disputa de território
Há três frentes: percorrer as zonas, gerir as perícias do lobo e participar nas disputas de território entre grupos, que acontecem em horários marcados e são o centro social do jogo.
As disputas são o que junta mais gente ao mesmo tempo. Fora delas, o mapa é sobretudo um sítio de passagem entre painéis.
Zonas amplas atrás de carregamentos
O território é feito de zonas amplas, cada uma com a sua paisagem, ligadas por ecrãs de carregamento curtos. Não há continuidade entre elas, e isso quebra a sensação de percorrer um território próprio.
Em troca, cada zona é maior e mais detalhada do que qualquer mapa contínuo do catálogo. É uma troca defensável, mas nota-se logo na primeira travessia.
Tudo em inglês, e com muito texto
Os menus que encontrei estavam em inglês, sem opção de português, e este é o jogo do catálogo com mais texto por ecrã. Descrições de perícias, regras de grupo e avisos de horário exigem leitura a sério.
Quem não tiver inglês funcional vai conseguir percorrer o mapa, mas vai perder exatamente a parte que distingue este jogo dos outros três.
Balanço
O que corre bem
- Estrutura de grupo mais clara e legível do catálogo
- Níveis e posições visíveis à distância, sem abrir menus
- Progresso rápido nas primeiras horas
- Vários canais de conversa, com gente disponível a quase toda a hora
O que corre mal
- Passa-se mais tempo em painéis do que no mapa
- As zonas estão separadas por ecrãs de carregamento
- A interface ocupa demasiado ecrã em telemóveis pequenos
- Sem tradução para português em nenhum menu
Imagens do jogo


Se esta ficha não for a certa
Outras leituras do catálogo que respondem a necessidades diferentes desta.


