Ultimate Wolf Simulator
O simulador mais direto do catálogo. Instala-se, escolhe-se a pelagem e a partir daí é floresta, fome e uma ninhada para criar. Não pede ligação, não pede companhia e não pede que se volte amanhã — e essa independência é o seu melhor e o seu pior argumento.
- Estúdio
- Gluten Free Games LLC
- Nota no Google Play
- 4,7 / 5 no Google Play
- Secção
- Matilhas
- Companhia
- Lobos controlados pelo jogo
- Ligação
- Dispensável depois de instalado
- Sessão típica
- 10 a 20 minutos
A escolha certa para jogar sozinho e sem rede.
O polegar esquerdo manda em tudo
O esquema é o clássico do género: manípulo virtual no canto inferior esquerdo, quatro botões de ação à direita — morder, saltar, uivar e comer. A câmara roda arrastando o dedo em qualquer ponto livre do ecrã, o que funciona bem até o polegar direito passar a viver em cima dos botões.
Não há forma de mudar a posição nem o tamanho dos comandos, e num telemóvel pequeno isso nota-se. O que salva o conjunto é a tolerância: o jogo aceita toques imprecisos e a ação agarra o alvo mais próximo sem exigir pontaria.
Dois ecrãs e já se anda pela floresta
A barreira de entrada é das mais baixas do catálogo. Escolhida a pelagem e o nome, o jogo despeja três caixas de texto — mover, beber, dormir — e larga o lobo no mapa. Não há tutorial encadeado nem missão obrigatória.
A contrapartida aparece mais tarde: nada explica para que serve cada atributo na hora de distribuir os primeiros pontos, e a diferença entre resistência e velocidade só se percebe ao fim de algumas subidas de nível.
A quem serve esta ficha
Faz sentido para quem joga sozinho, muitas vezes em sítios sem rede — comboio, sala de espera, pausa ao almoço — e prefere um jogo que não exija presença diária. Também funciona para quem gosta de números: há atributos, níveis e um grupo para gerir.
Não é a escolha certa para quem procura companhia. Aqui a matilha é feita de lobos controlados pelo jogo, obedientes e sem personalidade. Para isso existe a secção Mundos online.
Pontos de perícia e o peso de cada nível
A progressão assenta em experiência acumulada durante as saídas e em pontos distribuídos por saúde, resistência, velocidade e faro. Cada nível muda pouco, mas ao fim de uma dezena de subidas o lobo deixa de evitar as zonas altas e passa a percorrê-las à vontade — e essa viragem é a parte mais satisfatória do jogo.
O ritmo é honesto no primeiro terço e arrasta-se no último: os níveis altos pedem mais do mesmo num mapa já esgotado.
Um mapa grande com poucas indicações
O território é contínuo, sem ecrãs de carregamento entre zonas, e vai da floresta densa a uma orla de montanha com neve. Há covis para descansar, manadas que se deslocam ao longo do dia e zonas que só compensam de noite. Não existe minimapa útil: a orientação faz-se por marcos visuais.
Para quem gosta de explorar é uma virtude rara no género; para quem quer chegar depressa a um objetivo é um incómodo sem remédio nas opções.
Além de percorrer o território
Fora do modo principal há personalização do lobo — pelagem, marcas, tom —, a criação da ninhada e algumas criaturas de grande porte como desafio de fim de linha. Não existe componente online: nem lista de amigos, nem conversa, nem tabela de resultados.
É uma decisão coerente com tudo o resto. O jogo é uma bolha privada e nunca finge ser outra coisa.
Balanço
O que corre bem
- Joga-se do princípio ao fim sem ligação à internet
- Mapa contínuo, sem ecrãs de carregamento entre zonas
- Criar a ninhada dá uma razão concreta para sair do covil
- Personalização do lobo com fundo invulgar no género
O que corre mal
- Os menus não explicam o que cada atributo faz
- Os níveis mais altos repetem tarefas já esgotadas
- Botões de ação pequenos e impossíveis de reposicionar
Imagens do jogo


Se esta ficha não for a certa
Outras leituras do catálogo que respondem a necessidades diferentes desta.


